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domingo, 15 de janeiro de 2012

Cristãos são atacados pelo Movimento de Reforma Islâmica

"Nós não temos medo da polícia, nem de seus oficias. Se a Igreja de Yasmin não for derrubada, vamos voltar aqui com um grupo ainda maior", disse Majudien, um dos líderes islâmico.


Grupos radicais islâmicos na Indonésia continuam colocando pressão sobre a Igreja de Yasmin, localizada na região de Bogor.

Os extremistas islâmicos começaram a gritar e atacar os membros da Igreja durante as reuniões de domingo, que são realizadas em vias públicas, pois o prefeito da cidade impediu a igreja de se reunir em seu templo.

Os membros do Movimento de Reforma Islâmica (Garis) se levantaram contra os membros da Igreja de Yasmin que estavam se aproximando do templo da Igreja, o que levou os policiais a entrarem na situação para controlar a multidão furiosa.

“Nós não temos medo da polícia, nem de seus oficias. Se a Igreja de Yasmin não for derrubada, vamos voltar aqui com um grupo ainda maior”, disse Majudien, um dos líderes islâmicos do Garis.

Al Khathbath, líder de uma das filiais do Fórum Popular Islâmico (FUI), disse que a ausência de um posicionamento mais incisivo por parte do governo faz com que a situação piore cada vez mais na região de Bogor. Khathbath considerou a situação comparando-a com uma “bomba-relógio”.

O porta-voz da Igreja disse que a pressão sobre a igreja tem sido muito intensa durante os domingos, quando a congregação é forçada a se reunir em vias públicas, pois não pode usar seu templo.

Foto: Membros da igreja Yamin, em Bogor, proibidos de se reunirem no templo
 


sábado, 7 de janeiro de 2012

Mulheres que abortam merecem ser estupradas, diz líder católico

O arcebispo de Granada, na Espanha, Javier Martínez, causou polêmica durante uma missa, ao afirmar que o estupro é válido em mulheres que já fizeram aborto.

Para o líder católico, “matar uma criança dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo desta mulher, porque ela trouxe a tragédia para a própria vida”. As informações são do jornal argentino Diário Registrado, por meio do site Pragmatismo Político.

O religioso espanhol realizava sua homilia no último dia do ano e aproveitou para criticar a Lei do Aborto, na Espanha. A lei, aprovada pelo governo de José Luis Zapatero (2004-2011), aprovada no primeiro ano do antigo governo, legalizava o aborto para mulheres com até 14 semanas de gravidez, ou em 22 semanas, no caso de risco para gestante.

Entretanto,o dispositivo poderá ser revogado pelo governo do Partido Popular, recentemente empossado, de tendência conservadora e ligado à Igreja Católica.

O arcebispo comparou a medida com o regime nazista de Adolf Hitler. Para ele, os crimes cometidos pelo regime alemão não eram tão repugnantes quanto o ato do aborto.

Fonte:  Portal Fiel


 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Redenção: Bandido que Vira Pastor e Resgata Crianças na África é História Real

Uma história real de um homem que deixa o banditismo e o mundo das drogas para abraçar uma cruzada espiritual para resgatar crianças das mãos de líderes guerrilheiros na áfrica virou filme e estréia nesta sexta-feira (16) nos cinemas do Brasil.


O pastor, Sam Childers, que ficou conhecido como “pastor metralhadora”, é interpretado pelo ator escocês Gerard Butler, em atuação elogiada pela crítica especializada.

Segundo a Folha Online, o ator consegue mostrar as dificuldades e dilemas pelos quais Childers passa quando visita a áfrica, inicialmente apenas para um trabalho voluntário. Mas logo decide tomar aquela região como sua, mesmo sendo algo "tão distante" da realidade de onde vive.

Impactado com o sofrimento das pessoas do Sudão, Childers decide contruir um orfanato em uma das área mais perigosas de lá, passando a obter o staus de ‘salvador branco’.

Toda a situação acaba interferindo na relação que tem com sua mulher e sua filha, e será necessário muito cuidado e paciência para conciliar as coisas.

O roteiro foi escrito por Jason Keller, baseado na autobiografia “Childers, Another Man’s War: The True Story of One Man’s Battle to Save Children in the Sudan (A guerra de Childers: a verdadeira história da batalha de um homem para salvar crianças no Sudão)”. A história é baseada em fatos reais.

Michelle Monaghan (“Controle Absoluto”), Madeline Carroll (“Promessas de um Cara de Pau”), Michael Shannon (“Possuídos”), Kathy Baker (“Tinha que Ser Você”) e Souleymane Sy Savane (“Goodbye… Solo”) completam o elenco.

Cenas e fotos reais de Childers e sua família na áfrica são mostradas após o final do filme.


Fonte: Christian Post







quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Blasfêmia contra o Espírito Santo


"Portanto, eu vos digo: Toda forma de pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens"
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (Mateus 12.31-32)

Do grego (blasphemia) blasphemía, pelo latim blasphemia:

1- palavras que ultrajam divindade ou a religião.
2- Ultraje dirigido contra pessoa ou coisa respeitável.

         A declaração apresentada por Jesus neste episódio distingue a blasfêmia contra o Espírito Santo de todos os outros tipos de pecados que um ser humano pode cometer.

         É preciso, no entanto, apresentar ao leitor um dado a muito conhecido pelos teóricos do Novo Testamento com relação as expressão usadas neste período. A tradução Versão Autorizada Inglesa (King James) acertadamente traduz a expressão passa hamartia por “toda forma de pecado”. É evidente, no entanto, que o sentido da expressão é “toda outra espécie de pecado”. Portanto, a blasfêmia contra o Espírito Santo não está inclusa nesta expressão. As traduções de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil (sociedade Bíblica do Brasil) e revista e corrigida, traduzindo literalmente do grego, todo pecado, obscurecem o sentido mais amplo.
         Existem, portanto, várias interpretações sobre o que realmente é blasfemar contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse delito é imperdoável, porém as opiniões se divergem amplamente quanto ao que ele realmente pode ser. Alguns afirmam ser o suicídio, outros o adultério. Também há quem diga ser a rejeição do evangelho depois da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Poucos se detêm a examinar o contexto das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo, como acontece na maioria dos casos dos assuntos aparentemente divergentes na Bíblia. A análise cuidadosa do texto elucida alguns pontos aos quais devemos atentar. Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos chamados evangelhos sinóticos (que devem ser vistos em conjunto). Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão demoníaca o havia feito cego e mudo. Em Marcos 3, a cura não é mencionada, Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em 12.10.
         Afirmar que o mal é o bem e que luz é trevas, era pratica comum entre os fariseus. Esta prática traz em si mesma um alerta anunciado pelo profeta Isaias (Is 5.20) e agora reinterpretado por Jesus como Blasfêmia contra o Espírito Santo.
         Na história da Igreja, muitos estudiosos emitiram sua opinião sobre o assunto:
         Para Irineu, Blasfêmia contra o Espírito Santo seria a rejeição do evangelho;
         Atanásio – a negação da divindade de Cristo, a qual teve sua evidencia ao homem pela concepção do Espírito Santo;
         Orígenes – toda a quebra da lei após o batismo, Agostinho – a dureza do coração humano rejeitando a obra de Cristo[2].
         Vemos que a acusação feita contra Jesus em Mateus 12.24 “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”[3] de que ele não passa de um curandeiro, cujos exorcismos são feitos pelo poder maligno, acusação que se repete nos evangelhos. Contesta-se, o verdadeiro significado do poder e das obras do Messias. Não vemos no texto a negação da realidade do milagre, mas a acusação de que são diabólicos, nega-os como sinais do poder soberano de Deus. A reação de Jesus acontece em meio a uma série de parábolas rápidas que demonstram ser ilógico pensar que Satanás daria poderes a Jesus a fim de destruir a si próprio. A última parábola (Mat.12:29), acerca de apoderar-se dos bens do valente, pode ser uma alusão a Isaías 49:24-25, em que Deus descreve a salvação futura com o mesmo tipo de figura de linguagem.

         A existência de um pecado imperdoável tem mexido com a mente dos cristãos em todo mundo em todos os séculos do cristianismo. Podemos observar no contexto apresentado pelo evangelista, que a advertência de Jesus dirige-se contra os que rejeitam sua mensagem ao chamá-la de satânica. No entanto, vemos que, se há preocupação, pelo fato de que algo possa eliminar o ato do perdão de Cristo é, ironicamente, evidência de que o homem crê em Cristo e que o mesmo foi enviado por Deus, e constitui, assim, prova de que tal pessoa não cometeu o pecado contra o qual o Senhor adverte.

         Para compreendermos melhor esse assunto é preciso termos em mente o que de fato é a graça dispensada por Deus aos homens.
         Dietrich Bonhoeffer, em sua obra intitulada Nachfolge, traduzida em português com título “Discipulado”, traz uma das melhores definições para este tópico, ao dizer que a graça barata é a maior inimiga de nossas igrejas, quando na verdade deveríamos defender a graça preciosa.

         Graça barata é graça como refugo, perdão malbaratado, consolo malbaratado, sacramento malbaratado – é graça como inesgotável tesouro da Igreja, distribuído diariamente com mãos prontas, sem pensar e sem limites; a graça sem preço, sem custo. A essência da graça seria, ao que pensamos, a conta ter sido liquidada antecipadamente e para todos os tempos. Estando a conta paga, pode-se obter tudo gratuitamente. Por ser infinitamente grande o preço pago, são também infinitamente grandes as possibilidades de uso e dissipação. Que seria graça se não fosse barata?
         A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para adquirir a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue. A graça preciosa é o Evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater. Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, lhe dar a vida,- é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho fostes comprados por preço" - e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós.
         A maneira como Bonhoeffer descreve o significado de “graça”, nos tranqüiliza no sentido de que, uma vez participantes dessa graça preciosa, temos instintivamente maior zelo em relação ao Sagrado. Logo somos guardados de blasfemar contra o Espírito Santo, no entanto continuamos sujeitos, como não poderia ser diferente, ao cometimento dos demais pecados.
          Atribuir as obras de Deus ao Diabo foi, no período patrístico e na idade média, o pressuposto usado para condenar à inquisição aqueles que de alguma forma não concordavam com o pensamento teológico da igreja vigente em sua totalidade nos assuntos doutrinários, como a Trindade e a divindade de Cristo. Desta maneira, declarava-se maldito, partindo do pressuposto que blasfemaram e, por conseguinte, não haveria perdão para os tais, nem de Deus nem da Igreja.
          Na sociedade pós-moderna este fato poderia se repetir, atribuindo o mesmo adjetivo ao mesmo tipo de comportamento, como por exemplo, os adeptos da confissão positiva, que acreditam que podem “determinar” que Deus cumpra isso ou aquilo, excluem deliberadamente os que não aderem esse tipo de comportamento como prática litúrgica, esquecem, no entanto que, o próprio Deus, criador dos céus e da terra, não se submete aos nossos anseios. Outro tipo comum em nossos tempos poderíamos assim dizer, são aqueles que impedem que as mulheres tenham seu papel no ofício religioso, tolhendo-as no meio eclesiástico de realizar algo além do que o ideal machista permite.
         Semelhante a estes, podemos ressaltar, são aqueles ensoberbecidos que ousam descrever o Ser de Deus e os seus atributos, como se O Criador eterno fosse um objeto, passível de análise, excluindo séculos de pesquisas e teorias daqueles que buscaram entender, não o inimaginável do Eterno, mas os aspectos tangíveis manifestos na vida e no comportamento do ser humano.
         Esse tipo de ultraje ao Sagrado, embora não seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo no sentido mais estrito do termo, certamente se constitui em um outro pecado; a idolatria, tão condenável quanto, porém perdoável, uma vez que Deus deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê não se perca mas tenha a vida eterna -(Jo 3.16).
         A blasfêmia contra o Espírito Santo é rejeitar a graça preciosa para a salvação em Jesus Cristo. Desta forma podemos concluir que apenas aqueles que se declaram apáticos as boas novas do Cristo, poderiam blasfemar contra o Espírito Santo, e não os cristãos, conforme recomendação do apóstolo Paulo em Efésios 4:17-22ss
“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano”  Efésios 4:17-22
Autor: Wilson R. Cardoso

Fonte: Estudos Gospel

Diacono Sergio Christino

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dois poemas de Fernanda Maria Akiquite


Confiança

Em Ti repouso confiante,
Rocha Eterna, Amor constante
Em que minha alma se banha

E se a vida for estranha
E se a dor bate tamanha
Meu refúgio é nos Teus braços

Se o corpo e alma estão lassos
Se me perco dos compassos
Em Ti busco direção

Se caminho em meio à treva
É o Senhor quem me leva
Nada temo. Em Ti confio!


Príncipe da Paz

Príncipe da Paz, estou sozinha
Na Terra que é o estrado dos Teus pés
E vendo a minha pequenez,
Prostro-me e choro
Pedindo o Teu socorro.
Sinto frio.
Perco a calma
Nas lembranças do que fiz.
Abro janelas, cérebro agitado,
Vislumbro sombras: são o meu passado,
Recordações amargas do que já vivi...
Trago o coração diminuído,
Apertada a garganta,
Visão turvada pelas lágrimas.
Eu sei que tudo sabes
E que me vês assim, como hoje estou.
Sei que me amas
E que de mim tens compaixão.
Por isso, de repente,
Sinto o Teu olhar amoroso sobre mim
E uma força nova me alimenta
E a voz, antes presa na garganta,
Explode num louvor.
Teu nome me acalma,
Tua presença me consola,
Teu amor me aquece.
Fecho, então, todas as janelas que abri,
— Uma a uma —
E abro a porta, embriagada,
E Te adoro
E Te louvo
E Te agradeço a visita.
Já não estou mais só
E minha alma salta do estrado dos Teus pés
Para os Teus braços.

Visite o blog da autora: Fernanda

domingo, 23 de outubro de 2011

Ide e Pregai o Evangelho

Vamos meditar juntos sobre um texto das Escrituras bastante conhecido. Muitos se referem a ele como o Ide de Jesus. É também comum que as pessoas citem o texto como a Grande Comissão ou como o Grande Mandamento.

No decorrer dos séculos, as palavras de Jesus nesse texto têm provocado no coração de várias gerações de cristãos um desejo ardente de pregar o evangelho.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mat 28:19,20)

Jesus não era um falastrão, um desperdiçador de palavras. Ele falava, na hora certa, as palavras certas para cada ocasião.

As palavras de Jesus são fonte permanente de graça e paz, mas também são palavras desafiadoras, capazes de nos tirar de nossa acomodação. Ele não fala por falar. Ele fala para comunicar ao nosso espírito a vida de Deus. Por isso, sempre que nos aproximamos das palavras do Senhor, podemos ter a certeza de que essa Palavra está cheia de vida.

Quem não tem a Vida de Deus em si, está morto. Sem a Vida de Deus em nós, temos apenas a aparência de vivos, mas na verdade estamos mortos.

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (Jo 6:63)

Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. (Rev 3:1)

A – Qual é o mandamento?

Jesus estava prestes a ser conduzido de volta ao Pai. As últimas palavras dele aos discípulos foram ouvidas com bastante atenção. Uma orientação firme e direta. Aqueles que ouviram Jesus falar não tiveram dúvida: Jesus queria que eles cumprissem aquela orientação. Há apenas uma ordem nas orientações de Jesus. Qual é a ordem?

...fazei discípulos

Fazer discípulos é o centro da última orientação de Jesus. Ir é o jeito de fazer, batizar é o jeito de fazer, ensinar é o jeito de fazer, mas o mandamento é fazer discípulos. Estou destacando esse ponto porque muitas vezes perdemos a essência da missão.

Muitas pessoas se apegam ao ide e vão pela cidade afora, e até pelo mundo afora, mas sem compreender que Jesus os chamou para que eles mesmos façam discípulos.

Não fomos chamados para nos tornar meninos de recado, que apenas entregam a mensagem, mas não cumprem eles mesmos a missão. Jesus não queria um batalhão de motoboys, do evangelho, prontos para entregar a encomenda, mas sem compromisso como o que vai dentro do pacote. Não fomos chamados apenas para ir, mas para fazer discípulos enquanto vamos.

Algo triste sobre os motoboys do evangelho é que alguns deles são tão entusiasmados que acabam convencendo outros a também se tornarem como eles. Uma igreja cheia de motoboys do evangelho alcança muitos lugares, mas não consegue cumprir a missão. Porque a missão é fazer discípulos, não entregar os pacotes.

B – Antes de fazer discípulos

Antes de começarmos a refletir sobre os elementos que fazem parte dessa ordem de Jesus, precisamos estabelecer alguns pré-requisitos. Nem todas as pessoas podem fazer discípulos de Jesus. Há uma situação que antecede o fazer: ser.

Aqueles que ouviram as últimas orientações de Jesus naquele momento já eram seus discípulos. Alguém que não é discípulo não consegue fazer discípulos. A ordem precisa ser essa: primeiro ser discípulo, depois fazer discípulos.

Há pelo menos duas marcas na vida daqueles que são discípulos de Jesus. Antes de fazer discípulos, você precisa passar sua vida pelo crivo dessas duas marcas a atestar sua própria condição de discípulo.

Primeira Marca: Obediência

Muitos que o ouviram declarar estas coisas começaram a acreditar que era ele o Messias. Jesus dizia a estes: Serão verdadeiramente meus discípulos se viverem obedecendo aos meus ensinos. E conhecerão a verdade, e a verdade vos tornará livres. (Jo 8:30-32)

• Os discípulos de Jesus procuram viver conforme os seus ensinos. Discípulos não ficam procurando brechas na lei para justificar suas inclinações pecaminosas.

• Discípulos não consideram sua visão pessoal do mundo como uma resposta para a vida.

• Discípulos são capazes de obedecer ao Mestre, porque aprenderam a confiar Nele através da experimentação do Seu ensino.

Segunda Marca: Amor

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. (35) Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (Jo 13:34,35)

• Discípulos amam os outros do jeito que Jesus nos amou: sabendo que seu amor nunca será plenamente correspondido. Não esperam nada em troca.

• Discípulos amam em obediência. Esse amor não depende de sentimento, mas é real mesmo quando o sentimento não está presente.

• Discípulos desenvolvem esse amor, parecido com o amor de Cristo, porque eles aprendem a depender do amor de Deus, que nunca falha.

Se faltarem essas marcas em sua vida, você pode agora mesmo pedir ao Senhor que transforme o seu coração. Baixe sua cabeça em oração e diga a Ele o quando você quer ser um discípulo de Cristo. Diga que você entrega sua vida a Jesus e o aceita como seu Senhor e Salvador.

Em oração diga ao Senhor que você deseja nascer de novo, nascer para uma vida diferente. Peça a ele um novo coração, sensível à Palavra dele. Peça a Ele que o liberte do pecado e faça de você uma nova pessoa: um discípulo de Cristo. Declare que você entrega sua vida para que o Espírito de Deus faça isso.

Apenas aqueles que são discípulos são chamados por Cristo a fazer discípulos.

C – Fazei discípulos

Fazer discípulos não é papel da igreja institucional. Também não é atribuição de algum agrupamento religioso para-eclesiástica como conselhos, juntas, seminários, missões, comissões ou qualquer coisa do gênero. Fazer discípulos e uma missão para pessoas.

O desafio de fazer discípulos e para mim e para você. Não podemos terceirizar o chamado de Cristo para qualquer organização missionária, por mais bem intencionada que ela seja.

Cada discípulo é chamado pessoalmente para fazer novos discípulos. Ninguém pode cumprir a missão do outro. Não podemos transferir nossa responsabilidade para outros (Pastor, evangelista, líder do ministério, missionário, etc).

Como podemos cumprir a missão? Seremos obrigados a inventar, dar o nosso próprio jeito? Ou o Senhor deixou orientação clara e suficiente para sermos bem sucedidos em nossa missão? Claro que temos orientação. São pelos menos três os passos que devemos seguir: ir, batizar e ensinar.

Ide

Uma tradução possível para o nosso texto poderia ser: Indo, fazei discípulos. A idéia é de movimento. O texto grego, ao pé da letra, quer dizer: Tendo ido, discipulai. Essa tradução pode nos ajudar a compreender algo muito importante: Devemos deixar o comodismo de lado para fazer discípulos. Precisamos ir para fora da zona de conforto.

A missão que o Senhor nos entregou é gratificante, mas também é árdua. Enche o coração de alegria, mas não é um passeio no parque. É preciso estar disposto a pagar o preço para ver Cristo sendo formado na vida de outros irmãos.

Para fazer discípulos é preciso investir tempo. Discipular é gastar um pouco da própria vida em prol do irmão. Essa é uma barreira que precisa ser derrubada: a barreira do egoísmo.

Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado? (2Co 12:15)

Paulo não está escrevendo da própria cabeça. O Espírito estava lembrando a ele o sentido das palavras de Jesus. Cristo nos deixou um paradoxo, um verdadeiro nocaute para aqueles que são incapazes de se gastarem em prol de outras pessoas. Seis vezes Ele disse:

Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á. (Mar 8:35)

Fazer discípulos é ser usado por Deus para fazer crescer uma nova vida em Cristo. Não somos nós que geramos a nova vida, mas a empatia é tão grande que se pode sentir as dores de parto. Às vezes é preciso até mudar tom da voz para alertar dos perigos.

(19) Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; (20) Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito. (Gal 4:19,20)

Fazer discípulos é travar uma grande batalha por aqueles a quem o Senhor nos confiou. É interceder em oração pelos irmãos e ficar ao lado, como exemplo, até que o caráter de Cristo faça parte da vida do outro. Fazer discípulos é animar o coração do cansado e ensiná-lo a encontrar descanso aos pés da cruz de Cristo.

Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa; (2) para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus - Cristo, (Col 2:1,2)

• Não é possível fazer discípulos sentado relaxadamente na poltrona de casa, quatro horas por dia, assistindo o big brother. É preciso ir além do comodismo!

• Não é possível fazer discípulos quando o trabalho é o seu Deus e não resta tempo para mais nada. É preciso ir além do ativismo!

• Não é possível fazer discípulos sem sofrer um pouco a dor do outro. É preciso ir além da falta de sensibilidade!

• Não é possível fazer discípulos sem se deixar gastar e desgastar. É preciso ir além do egoísmo!

• Não é possível fazer discípulos sem amar a outra pessoa.

Você está pensando o seguinte: Tenho que fazer tudo isso para ser discípulo? Não esqueça de que fazemos tudo isso porque somos discípulos. Primeiro você é discípulo; depois você faz discípulos.

Você não está só

Talvez você se sinta incapaz diante do desafio. Talvez você olhe para si mesmo e se sinta inadequado, o retrato não se parece com você. Talvez tenha surgido a sensação de que esse negócio de fazer discípulos não é para você. Em nome de Jesus, rejeite esses pensamentos. Esses e muitos outros também passaram pela mente dos discípulos de Jesus naqueles últimos dias.

Mas a verdade é que você não está só. Antes de apresentar a missão, Jesus fez duas coisas: tomou uma atitude e disse algo. Tanto a atitude quanto a palavra levaram paz ao coração dos discípulos e trarão paz ao seu coração também.

Atitude

E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. (Mat 28:18)

Ele aproximou-se dos seus discípulos. Também hoje ele se aproxima de você. Não se afaste dele. Permita a Sua presença santa ocupe sua vida e encha o seu coração de Paz. Longe dele, o desassossego toma conta, mas perto dele podemos descansar.

Encontre o Senhor em oração. Encontre o Senhor na Sua palavra. Ouça a voz do Senhor na meditação tranqüila. Aí, fazer discípulos se torna apenas uma expressão de quem você é: discípulo de Jesus.

Palavra

E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. (Mat 28:18)

A palavra dita tem poder. Pela palavra apenas Deus trouxe a existência o que não existia. Palavras podem construir e destruir. A palavra de Jesus aos seus discípulos foi uma garantia de sucesso para a missão: toda autoridade no céu e na terra.

Se depender de nós, o fracasso é eminente; se depender de Cristo, a vitória é certa. Aproprie-se da autoridade de Cristo. Aí, fazer discípulos se torna apenas uma expressão de quem Jesus é: soberano sobre terra e céus.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. (Rev 2:7)


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